quinta-feira, 1 de março de 2018

Paróquia comemora 12 anos de caminhada



01 de março de 2018: Aniversário da Paróquia
12 Anos de Integração e Caminhada

Por Decreto de Dom Antônio Wagner da Silva, Bispo diocesano de Guarapuava, a Paróquia São Pedro Apóstolo, hoje Paróquia São Pedro e São Paulo, foi instalada no dia 01 de março de 2006, neste mesmo dia Padre Carlos de Oliveira Egler tomava posse como primeiro pároco.
Padre Mário Zavirski teve uma breve passagem em nossa paróquia. Em 12 de março de 2011, Padre Mário celebrava a sua última missa como Vigário paroquial.
Em 13 de março de 2011, chegava a nossa paróquia como Vigário paroquial o Padre Itamar Abreu Turco.
Hoje nosso atual pároco é o Padre Mateus Gonçalves da Silva, que tomou posse dia 22 de fevereiro de 2013.
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PARÓQUIA SÃO PEDRO E SÃO PAULO: Desde sua origem, quando ainda éramos uma área pastoral, até nos tornarmos uma paróquia, este lugar sempre foi de muita convivência e alegria. Nesta Paróquia, seja na matriz ou em qualquer uma de nossas comunidades, muitos de nós crescemos, fomos batizados, recebemos a primeira Eucaristia, fomos crismados, alguns receberam o sacramento do matrimônio, outros partiram e muitos viram seus filhos e filhas seguirem o mesmo caminho. Enfim ao longo desses doze anos de trabalho e integração, vivemos momentos felizes e agradáveis. Mas também vivemos momentos de dúvidas e incertezas.
A criação da própria Paróquia foi um desses momentos. Afinal? O que mudaria? Quem iria conduzir esse processo de mudança? Vivemos momentos conflituosos, assim como as primeiras comunidades dos Atos dos Apóstolos. Mas aqueles que de fato entenderam e assumiram a proposta de Cristo, hoje estão convictos do que é ser Paróquia.
Ser Paróquia é ser Igreja, povo que se organiza. Ser Paróquia é ser gente, gente que não baseia e fundamenta sua fé na figura de uns e outros ou de A, B e C. Mas baseia e fundamenta sua fé na face de Jesus, e é a esse Deus que uma Paróquia organizada deve seguir, louvar, adorar e prestar culto. Durante estes doze anos podemos dizer que conhecemos mais profundamente a temática da partilha, vivenciada e construída através da ação do Espírito Santo, que fez nascer comunidades cristãs impulsionadas para o testemunho aberto e corajoso do nome de Jesus, isto é, para anunciar a palavra e a ação libertadora do Pai.
Esperamos que estes doze anos possam ter provocado o surgimento de uma grande novidade, que é transformar pessoas, relações e estruturas, que tenha provocado alternativas que se choquem frontalmente com os interesses particulares, fazendo brotar uma grande certeza.
Que ser Paróquia é ser uma grande família, comunidades unidas, organizadas e ligadas fielmente ao seu pastor na pessoa do pároco, tanto pela vivência comunitária como pelo empenho apostólico. Aqueles que entenderam tudo isso ao longo destes doze anos, podem cantar parabéns pra você.

Reinaldo Fonseca/Pascom paroquial

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Via Sacra é realizada nas ruas e casas do território da Paróquia São Pedro e São Paulo




Durante a Quaresma, a Matriz Paroquial São Pedro e São Paulo, está realizando a Via Sacra pelas ruas e casas de todo o território desta comunidade. Nos setores cada lider de quadra organizou seu percurso e horário.

A devoção da Via-Sacra consiste na oração mental de acompanhar o Senhor Jesus em seus sofrimentos – conhecidos como a Paixão de Nosso Senhor –, desde o Tribunal de Pilatos até o Monte Calvário.
Essa meditação teve origem no tempo das Cruzadas (século X). Os fiéis, que peregrinavam à Terra Santa e visitavam os lugares sagrados da Paixão de Jesus, continuaram recordando os passos da Via Dolorosa de Jerusalém em suas pátrias, unindo essa devoção à Paixão. Apresentamos aqui uma das versões, adaptada pelo Papa João Paulo II.
Oremos: 
Alguns momentos de silêncio.
Olhai, Pai Santo, o sangue que jorra do peito trespassado do Salvador; olhai o sangue derramado por tantas vítimas do ódio, da guerra, do terrorismo, e concedei, benigno, que o curso dos acontecimentos no mundo se desenrole segundo a vossa vontade na justiça e na paz, e a vossa Igreja se entregue com serena confiança ao vosso serviço e à libertação do homem.
Por Cristo nosso Senhor
R. Amen.
Ao final de cada estação reza-se: Pai Nosso, Ave Maria e Glória…
PRIMEIRA ESTAÇÃO
Nós vos adoramos, SENHOR JESUS, e vos bendizemos!
Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Jesus em agonia no Horto das Oliveiras
Jesus que acalmava as águas agitadas pelo vento, agora não pode dar a paz a Si mesmo. A tempestade é a dúvida que lhe agita a mente e o peito, como agita o espírito de milhões de homens e mulheres ontem, hoje e amanhã, pois a verdadeira paz só virá depois da ressurreição.
SEGUNDA ESTAÇÃO
Nós vos adoramos, SENHOR JESUS, e vos bendizemos!
Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Jesus, atraiçoado por Judas, é preso.
Naquela trágica noite escura do Getsémani, o Filho de Deus suscita em nós, com as suas palavras e gestos, sentimentos vários e estremecemos com a mesquinhez da traição. A partir da morte de Cristo, floresce a vida nova, memória e anúncio duma esperança que não morre: a salvação universal.
TERCEIRA ESTAÇÃO
Nós vos adoramos, SENHOR JESUS, e vos bendizemos!
Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Jesus é condenado pelo Sinédrio
Deixar a própria identidade e anunciar a sua fé às vezes são atos passíveis de morte. Mas quantos são os que procuram Deus? Quantos O procuram atrás das grades? Quantos na prisão da sua vida, dos seus sofrimentos? Quantos no escarne suportado e na tortura sofrida? Aquela que condena sem provas, acusa sem motivo, julga sem apelo, esmaga o inocente.
QUARTA ESTAÇÃO
Nós vos adoramos, SENHOR JESUS, e vos bendizemos!
Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Jesus é renegado por Pedro
Pedro revela a sua fraqueza. Tinha temerariamente prometido antes morrer. Humilhado, chora e pede perdão a Deus.Grande é a lição de Pedro: até os mais íntimos ofenderão Jesus com o pecado. Mas logo que o olhar de Jesus se cruza com o de Pedro o Apóstolo reconhece o seu triste erro.
QUINTA ESTAÇÃO
Nós vos adoramos, SENHOR JESUS, e vos bendizemos!
Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Jesus é julgado por Pilatos
Sempre encontramos uma justificação para as nossas culpas e os nossos erros. Jesus responde com o silêncio ao ver a hipocrisia e a soberba do poder, a indiferença daqueles que se subtraem às suas responsabilidades.
SEXTA ESTAÇÃO
Nós vos adoramos, SENHOR JESUS, e vos bendizemos!
Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Jesus é flagelado e coroado de espinhos
Verdadeiro homem sofreu dores indescritíveis; contemplando o vosso rosto, conseguimos suportar as nossas dores, na esperança de ser acolhidos no vosso Reino, o verdadeiro e único Reino. O vosso Reino não é deste mundo, mas nós, homens, esperamos favores, poder, sucesso, riquezas: um mundo sem sofrimento.
SÉTIMA ESTAÇÃO
Nós vos adoramos, SENHOR JESUS, e vos bendizemos!
Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Jesus recebe a Cruz aos ombros
Não obstante fosse revestido da glória e do poder que Lhe fora dado pelo Pai, Jesus aceitou uma morte horrível, inglória, antes, vergonhosa. Os poderosos do mundo aliam-se, para cumprir represálias,
para atingir as populações pobres e extenuadas. Justifica-se até mesmo o terrorismo em nome da justiça e da defesa dos pobres.
OITAVA ESTAÇÃO
Nós vos adoramos, SENHOR JESUS, e vos bendizemos!
Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Jesus é ajudado por Simão de Cirene a levar a Cruz
Um homem que vinha do campo entrou em Jerusalém para negociar. Lucrou com isso: cinco minutos na história da salvação, uma frase no Evangelho. A cruz é pesada demais para Deus, que se fez homem. Jesus necessita de solidariedade. O homem tem necessidade de solidariedade. Foi-nos dito: Levai os fardos uns dos outros.
NONA ESTAÇÃO
Nós vos adoramos, SENHOR JESUS, e vos bendizemos!
Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Jesus encontra as mulheres de Jerusalém
Um lamento fúnebre acompanha a caminhada do Condenado a morte. No caminho que leva ao Calvário as mulheres choram batendo no peito. Ele, levando a cruz aos ombros, vacila sob o peso do pecado e da dor dos homens, que quis como irmãos. Bem sabe como é longa na história
a via dolorosa que leva aos Calvários do mundo.
DÉCIMA ESTAÇÃO
Nós vos adoramos, SENHOR JESUS, e vos bendizemos!
Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Jesus é crucificado
As chagas do Salvador continuam hoje a sangrar, agravadas pelos cravos da injustiça, da mentira e do ódio, dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças. Nas palmas das Suas mãos trespassadas pelos cravos está escrito o nome dos que, com Ele, continuam a ser crucificados.
DÉCIMA PRIMEIRA ESTAÇÃO
Nós vos adoramos, SENHOR JESUS, e vos bendizemos!
Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Jesus promete o seu Reino ao bom ladrão
O bom ladrão, certamente, tinha matado, possivelmente mais de uma vez, e de Jesus nada sabia, a não ser aquilo que escutou gritar pela multidão. Um sentimento de solidariedade e um grito de ajuda bastaram para salvá-lo. Aquele ladrão representa todos nós. A sua rápida aventura nos ensina que o Reino pregado por Jesus não é difícil de alcançar para os que o invocam.
DÉCIMA SEGUNDA ESTAÇÃO
Nós vos adoramos, SENHOR JESUS, e vos bendizemos!
Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Jesus na Cruz, a Mãe e o Discípulo.
Maria está de pé junto à Cruz; o discípulo mais jovem está ao teu lado. Agora oferece o teu Filho ao mundo e recebes o discípulo que Ele amava. Daquele instante, João te acolhe na morada do coração e na sua vida, e a força do Amor nele se difunde. Ele é agora, na Igreja, a testemunha da luz
e com o seu Evangelho revela o Amor do Salvador.
DÉCIMA TERCEIRA ESTAÇÃO
Nós vos adoramos, SENHOR JESUS, e vos bendizemos!
Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Jesus morre na Cruz
Sofre com o tormento de sua Mãe, escolhida para dar à vida um Filho que verá morrer.
No entanto Jesus, no amor e na obediência, aceita o projeto do Pai. Sabe que sem o dom da Sua vida a nossa morte seria sem esperança; as trevas do desespero não se transformariam em luz; a dor não resultaria na consolação, na esperança da eternidade.
DÉCIMA QUARTA ESTAÇÃO
Nós vos adoramos, SENHOR JESUS, e vos bendizemos!
Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Jesus é colocado no sepulcro
Após o terrível trovão no instante da morte, o grande silêncio. O Filho de Deus desce à mansão dos mortos para resgatar aqueles que a morte retém. A Sua luz transtorna as trevas do Inferno. A terra treme e os sepulcros se abrem. Jesus vem para libertar os justos e devolvê-los à luz da ressurreição.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória…
Oração Final
Eu te suplico Senhor, que me concedas,
por intercessão de tua Mãe a Virgem Maria,
que cada vez que medite tua Paixão,
fique gravado em mim
com marca de atualidade constante,
o que Tu fizeste por mim
e teus constantes benefícios.
Faz Senhor, que me acompanhe,
durante toda minha vida,
um agradecimento imenso a tua Bondade. Amém.

"Escutai-o"

"Escutai-o"

Aqui estamos reunidos em assembléia para ESCUTAR
a Palavra de Deus e celebrar a Eucaristia.
A Escuta dessa Palavra nos revela os Planos de Deus e
nos aponta o caminho a seguir para chegar à vida plena.

As leituras bíblicas de hoje nos apresentam dois exemplos
na CAMINHADA DA FÉ: a fé de Abraão e a fé dos Apóstolos.

A 1a Leitura fala da fé de Abraão. (Gn 22,1-2.9.10-13.15-18)

A narrativa faz parte das "tradições patriarcais", sem caráter histórico.
Destina-se a apresentar Abraão como MODELO DE FÉ:
Ele vive numa constante ESCUTA da Palavra de Deus,
aceita os apelos de Deus,
e lhe responde com obediência total, mesmo oferecendo o filho Isaac.
Abraão ensina a confiar em Deus, mesmo quando tudo parece cair à nossa volta,
e quando os caminhos do Senhor se revelam estranhos e incompreensíveis.
Sua obediência tornou-se uma fonte de vida
para ele, para a sua família e para todos os povos...

O sacrifício de Isaac é símbolo do sacrifício de Jesus.
Isaac foi substituído por um cordeiro, Cristo é o verdadeiro Cordeiro
sacrificado para a salvação do mundo.

Na 2a Leitura, Paulo retoma a figura de Isaac,
subindo o monte Moriá, com a lenha do sacrifício às costas,
como imagem de Cristo que também sobe o monte Calvário,
carregando às costas o lenho da Cruz. (Rm 8,31-34)

É um hino, em que Paulo canta entusiasmado o Amor de Deus.
O fundamento de nossa fé é o amor fiel e incondicional a Deus.

O Evangelho fala da fé dos Apóstolos: (Mc 9,2-10)

Na caminhada para Jerusalém, o 1º Anúncio da Paixão e Morte de Jesus
abalou profundamente a fé dos apóstolos.
Desmoronaram seus planos de glória e de poder.
Para fortalecer essa fé ainda tão frágil… Cristo tomou três deles...
subiu o Monte Tabor e "TRANSFIGUROU-SE…"
- Proposta de Pedro: "É bom estar aqui! Vamos fazer três tendas..."
- Proposta de Deus: "Este é o meu Filho amado, ESCUTAI-O!".

* A transfiguração de Jesus é uma Catequese que revela
aos discípulos e a nós Quem é Jesus: o FILHO AMADO DE DEUS:
Um novo MOISÉS que dá ao seu povo uma NOVA LEI e
através de quem Deus propõe aos homens uma NOVA ALIANÇA
As figuras de Elias e Moisés ressaltam que a Lei e as Profecias
são realizadas plenamente em Jesus.
O mundo se transforma quando acolhemos a voz do Pai...
+ Em nossa caminhada para a Páscoa,
somos também convidados a subir com Jesus a montanha e,
na companhia dos 3 discípulos, viver a alegria da comunhão com ele.
As dificuldades da caminhada não podem nos desanimar.
No meio dos conflitos, o Pai nos mostra desde já sinais da ressurreição
e do alto daquele monte ele continua a nos gritar:
"Este é o meu Filho amado, ESCUTAI-O".
- Não desanimemos, os Planos de Deus não conduzem ao fracasso,
  mas à Ressurreição, à vida definitiva, à felicidade sem fim.

+ Vocês têm fé? O que é ter fé? O que é mesmo a fé?
   É apenas uma adesão da inteligência a algumas verdades,
   que decoramos na catequese? É muito mais...

A FÉ É:

- É a Adesão de nossa vida a Deus...
  É acolher Deus que quer fazer sua história junto conosco...
  É fazer a vontade de Deus... (tanto no Tabor, como no Calvário)
- É um Dom gratuito de Deus (Não foi Abraão que tomou a iniciativa)

A FÉ EXIGE:

- Uma Resposta da pessoa a uma Palavra, a uma Promessa...

- Um Serviço pronto e generoso na Obra de Deus...  

- Uma Ruptura: Deixar a terra dos ídolos que nos prendem…
   e abraçar o desconhecido… (experiência de Abraão)

- Escutar atentamente tudo o que Jesus diz,
   seguindo seus passos com confiança total,
   mesmo nos momentos difíceis e incompreensíveis…

- Reconhecer esse Cristo desfigurado, presente na pessoa dos irmãos...
   e estender a mão para servi-los...
   É fácil reconhecer o Cristo transfigurado no Tabor…
   Mais difícil é reconhecê-lo desfigurado no Monte Calvário...     

- Ação: Não podemos ficar no Monte... de braços cruzados....
Descer a montanha foi para os discípulos muito mais difícil do que subi-la.
Pedro deseja se estabelecer no alto da montanha e ali vivenciar a vida cristã como se fosse um eterno retiro, longe do barulho das pessoas, das cidades...
Um lugar ideal para viver de contemplação.

Quando ouvimos a própria voz, deixamos de ouvir a voz de Deus.                                      
O seguidor de Cristo deve "descer o monte" para enfrentar o mundo
e os problemas dos homens e testemunhar aos homens o dom da vida.
Somos todos convidados a ser Missionários da Transfiguração…


                                        Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 25.02-2018